Attitude Agro .'.

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Semeando Attitude no Campo.'.

Como Aplicar o Calcário no Solo

TERÇA-FEIRA, 22 DE JULHO DE 2014

Como Aplicar o Calcário no Solo

 
Existe uma dúvida muito grande de qual a melhor maneira de aplicar o calcário. os solos brasileiros, em geral, são ácidos e pobres em nutrientes, daí a necessidade da prática da calagem. Qual a melhor maneira de aplicar o calcário: superficial, incorporado, junto com a adubação NPK, no momento do plantio, etc... São as questões colocadas pelos leitores quando se fala em calcário. Nós encontramos ou lavouras convencionais, ou exploradas no sistema de plantio direto (SPD), ou pastagens, ou solos degradados, ou horticultura e fruticultura. Portanto, uma variedade grande de modos de exploração econômica da terra, a existência de plantas de sistema radicular profundo ou superficial e árvores (frutíferas) com sistema radicular já desenvolvido que exige maiores cuidados para não prejudicar as raízes.

Lavouras convencionais

Estas lavouras são submetidas a trabalhos de trabalhar o solo com máquinas pesadas. O calcário deve ser incorporado ao solo através de aração e gradagem na camada arável de 20 cm. Aliás, a recomendação de calagem é feita levando em conta a camada arável. Alguns autores preconizam que as doses de calcário quando menores de 5 t/ha, em solos já explorados, o corretivo deve ser incorporado com uma gradagem seguida de uma aração e mais uma gradagem. Quando a quantidade recomendada é maior que 5 t/ha, aplica-se a metade da dose seguida de lavração. Após, aplicar a outra metade com lavração e gradeação. Um cuidado a ser tomado é a não aplicação do calcário em solos úmidos, pois a aplicação não é uniforme por causa da aderência do corretivo aos grãos de solo úmido.

Solos degradados

Os solos degradados se caracterizam por uma elevada acidez. Neste caso, deve-se incorporar a quantidade recomendada de calcário na camada arável (0-20 cm). No estabelecimento do plantio direto nestas áreas é recomendada a incorporação do calcário. Se o solo possui baixa acidez, a aplicação do calcário no estabelecimento do plantio direto pode ser feita superficialmente, sem revolver o solo, e no máximo 5 t/ha.

Lavouras no sistema de plantio direto

Se o sistema de plantio direto está consolidado ou na fase de implantação não há necessidade de incorporar o calcário. A faixa atingida, através dos anos, é de até 10 cm. Portanto, a aplicação deverá ser a metade da dose total recomendada pelo cálculo baseado na análise do solo.
No estabelecimento do sistema de plantio direto deve-se considerar o tipo de calcário que o produtor deverá usar. Como o solo não deverá ser mais revolvido, na implantação do sistema devemos escolher um calcário com efeito residual maior. Então, conhecer o PRNT do calcário é importante. A reatividade (RE) do calcário tem um papel considerável na escolha do corretivo. Quanto maior a reatividade menor será o efeito residual do calcário. Por isto, preferir, neste caso, um calcário com PRNT mais baixo sem esquecer de corrigir a quantidade baseada num PRNT de 100%. Por exemplo, se um calcário tem PRNT de 60% e recomendado na quantidade de 3 t/ha, a correção deverá ser feita, ou seja 3 x 100/60 = 5 t/ha.
Um corretivo com Poder de Neutralização (PN) = 95% e reatividade (RE) = 60% o seu PRNT será igual a 57%. Um outro calcário com PN = 95% e RE = 80% o seu PRNT será igual a 76%. Neste caso, do estabelecimento do SPD, devemos dar preferência ao calcário com a menor reatividade (60%), pois queremos um efeito residual ao longo dos anos, pois ele terá um efeito residual de 43% enquanto o segundo calcário será de apenas 24%.

Horticultura

Como a exploração da horticultura é feita, em geral, no sistema convencional de preparo do solo, o calcário recomendado deve ser incorporado na camada de 0-20 cm com aração seguida de gradagem.

Frutíferas

As raízes das plantas frutíferas que absorvem os nutrientes estão localizadas em até 15 cm de solo. As raízes profundas sustentam a árvore e vão buscar água. Além disto, encontramos pomares que se desenvolvem em áreas com declives, áreas de difícil mecanização, dificultando a aplicação do calcário. Neste caso, é aconselhado a aplicação superficial do corretivo e adotando medidas de controle da erosão.
No estabelecimento de um pomar, o produtor deverá consultar uma assistência técnica para saber a que profundidade deverá incorporar o calcário, pois esta depende da cultura explorada. Em geral, recomenda-se, na implantação do pomar, a incorporação do calcário com antecedência de, no mínimo, 30 dias antes do plantio das mudas. Já nos pomares consolidados, onde há necessidade de recalagem após alguns anos de exploração, a aplicação do calcário deve ser feita superficialmente. A dosagem de calcário poderá ser menor conforme a orientação da assistência técnica de sua região.
 

TERÇA-FEIRA, 23 DE MARÇO DE 2010

Cálculo da Calagem pelos Métodos Saturação por Bases e Alumínio

Na postagem Interpretação da Análise do Solo - Conceitos Básicos (clique aqui para ler), abordamos os cálculos da soma de bases (S), das CTC's efetiva e a pH 7,0 (potencial), da saturação por bases (V%), da saturação por ácidos (M%), e saturação por alumínio (m%). Vimos que a necessidade de calagem pode ser calculada pelos métodos saturação por bases e pela neutralização do Al. Abaixo, vamos mostrar as fórmulas adotados em alguns Estados brasileiros, com exceção do Rio Grande do Sul e Santa Catarina onde a quantidade de calcário é determinada através
do método SMP. Os dados que vamos utilizar são aqueles obtidos nos cálculos realizados na referida postagem acimama, e que estão demonstrados na tabela a seguir:


No quadro abaixo, há uma classificação dos valores referentes aos valores V%, m% e a CTC a pH 7,0 : em faixas, que variam de muito baixo a alto. Quando o valor de saturação por alumínio (m%) é maior que 10, há necessidade de fazer a calagem.


CÁLCULO DA NECESSIDADE DE CALAGEM (NC), para este solo:

Nos Estados do Paraná e São Paulo, busca-se elevar o V para 60% e 70% respectivamente. O Estado de Mato Grosso também usa este método.
NC (t/ha) = [(V2-V1) x T x f ] / 100
onde V2 = 60% e V1 = 8,42%; T = 5,46; PRNT do calcário é 80%.
Como as recomendações de calagem são baseadas num calcário com PRNT 100% precisamos fazer a correção (f):
f = 100 / PRNT; f = 80 / 100 = 1,25
NC (t/ha) = [(60-8,42) x 5,46 x 1,25] / 100
NC (t/ha) = 352 / 100
NC = 3,5 t/ha de calcário.
Nos Estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Bahia, a necessidade de calagem é recomendada em função do teor de argila:
a) solos argilosos (mais de 20% de argila)  utiliza-se  a  fórmula  abaixo, sabendo  que o teor de Al do solo, em questão, é 1,3 cmolc/dm³ e (Ca+Mg) igual a 0,4 cmolc/dm³:
NC (t/ha) = [(Al x 2) +2 - (Ca+Mg)] x f
NC (t/ha) = [(1,3 x 2) + 2 - 0,4] x 1,25
NC (t/ha) = 5,25 t/ha.
b) solos arenosos  (menos  que  20%  e argila), são  duas  as  fórmulas  utilizadas; e  escolhe-se  a  que apresentar maior quantidade de calcário:
NC (t/ha) = (Al x 2) x f   (1)
NC = 1,3 x 2 x 1,25;
NC = 3,25 t/ha (1)

NC (t/ha) = [2-(Ca+Mg)] x f    (2)
NC = [2-0,4] x 1,25;
NC = 2 t/ha (2)
Portanto, escolhe-se a maior (1): NC = 3,25 t/ha.
No Estado do Mato Grosso do Sul, a fórmula utilizada é a seguinte:
NC (t/ha) = Al x 2 x f

TERÇA-FEIRA, 5 DE AGOSTO DE 2014

Como Interpretar a Análise do Solo - Parte 1

Muitos leitores nos pedem recomendação de adubação e calagem partindo de uma análise de solo. Além da análise do solo, outras indicações devem ser adicionadas: cultura, região onde se situa a lavoura, sistema de plantio ou convencional ou plantio direto, etc... Sem estas informações, nenhuma assistência técnica é mágica para descobrir o que vai ser plantado, em que região, etc... Qual cultura? As recomendações de adubação são próprias para cada cultura. Cada vegetal tem as suas necessidades; uns exigem mais nitrogênio (N), outros exigem menos ou nada de N. O mesmo com fósforo e potássio. As quantias de nutrientes recomendadas para cada cultura são fruto de trabalhos de longos anos de pesquisas buscando os melhores resultados em termos econômicos e de acordo com cada nível de fertilidade
dos solos. Assim um resultado de análise de solo vai dar condições de interpretar a fertilidade do solo, que nas recomendações de adubação está classificada em faixas de acordo com o teor de cada macro e micronutriente. Por que é importante conhecer a região?  Porque cada região de nosso País tem diferentes tipos de solo, diferentes culturas e cada Estado elaborou seu manual de recomendação de calagem e adubação para cada cultura.
Por exemplo; o cálculo da necessidade de calagem em alguns Estados é feita pelo método saturação por bases, outros utilizam o método de neutralização do alumínio (Al) mais suprimento de cálcio (Ca) e magnésio (Mg), e algumas vezes levando em conta os fatores solo/planta. Por este motivo, Na sala com Gismonti não faz interpretação de resultados de análises de solos, pois isto deve ser da alçada da assistência local que pode estar presente no local e contatar diretamente o produtor e obter outros dados necessários para uma melhor recomendação.
Portanto, a presença da assistência técnica no local é imprescindível. Para isto, o produtor conta com vários órgãos de orientação técnica, Universidades, Embrapa e Extensão Rural, em âmbito municipal ou estadual.
A presente postagem vai ser baseada em 3 partes;
Na Parte 1 vamos buscar demonstrar como interpretar os conceitos básicos como soma de bases, cálculo das CTC's efetiva e a pH 7.0, calculo da percentagem de saturação de bases, da saturação de alumínio, etc...
Na Parte 2 mostraremos como calcular a necessidade de calagem pelos métodos de neutralização do Al e de saturação por bases.
Na Parte 3 com os dados obtidos na interpretação da análise do solo mostraremos como usar as faixas das tabelas de adubação e encontrar as quantidades de nutrientes macros recomendados nas tabelas de adubação dos Estados brasileiros.

PARTE 1 - CÁLCULO DOS CONCEITOS BÁSICOS

Vamos realizar uma série de cálculos necessários na interpretação de uma análise de solo.


1. Cálculo da Soma de Bases (SB)

SB = K + Ca + Mg + Na
Há quem não considera o Na nesta soma. isto é válido nos casos de terores insignificantes de na no solo. LEMBRETE: a SB deverá ser expressa em cmolc ou mmolc/dm³. Não podemos somar os cátions expressos em unidades diferentes, ou seja, somar cátions expressos em cmolc com cátions expressos em mmolc. Quando um cátion é expresso em mg/dm³ devemos transformá-lo em cmolc ou mmolc/dm³. No Quadro acima já fizemos a conversão do K mg/dm³ para K cmolc/dm³ que é a unidade em que os demais cátions estão expressos (cmolc/dm³). Para o leitor visualizar como se faz estas conversões, leia a postagem no link abaixo:
Converter unidades na interpretação da análise do solo

SB = 0,06 + 1,2 + 0,6 + 0,12  .'.  SB = 1,98 cmolc/dm³


2. Cálculo da Capacidade de Troca de Cátions Efetiva ou "t"

A CTC efetiva é a soma da  SB + Al
t = 1,98 + 0,5  .'.   t = 2,48 cmolc/dm³
Esta CTC efetiva é em relação ao pH natural do solo.

3. Cálculo da Capacidade de Troca de Cátions a pH 7.0 (CTC a pH 7.0 ou "T")

A CTC a pH 7.0 é a soma da SB + (H+Al)
T = 1,98 + 2,9   .'.  T = 4,88 cmolc/dm³

4. Cálculo da Saturação por Bases (V %)

A Saturação por Bases ou V é a percentagem dos cátions básicos na CTC a pH 7.0
É a fração da CTC a pH 7.0 ocupada pelos cátions básicos e vem a ser a percentagem das cargas negativas do solo neutralizadas pelos mesmos.
V (%) = 100 x SB ÷ T
V = 100 x 1,98 ÷ 4,88  .'.  V = 40,5 %
Geralmente, solos com V , 50% são considerados não férteis e solos com V > 50% são chamados de solos férteis. O V% é empregado para determinar a necessidade de calagem em relação à percentagem de saturação de bases ideal para cada cultura. isto veremos na Parte 2 desta postagem.

5. Cálculo da percentagem de saturação por alumínio ou "m"

O m% vem a ser a percentagem de saturação do alumínio (Al)  na  CTC efetiva.
m (%) = 100 x Al  ÷ t
m = 100 x 0,5 ÷ 2,48  .'.  m = 20 %


6. Cálculo das Relações entre K, Ca e Mg

Ca/Mg = 1,2 ÷ 0,6  .'.  Ca/Mg = 2
Ca/K = 1,2 ÷ 0,06  .'. Ca/K = 20
Mg/K = 0,6 ÷ 0,06  .'.  Mg/K = 10
(Ca+Mg) ÷ K = (1,2 + 0,6) ÷ 0.06  .'.  (Ca+Mg) ÷ K = 30


A interpretação do resultado da análise mostra um solo ácido e com pobreza de nutrientes, de baixa fertilidade (V < 50%), uma presença de Al que pode ser prejudicial às plantas, exigindo uma calagem, e baixo teor de matéria orgânica 0,8 % (g/dm³ ÷ 10 = % ou dag). As práticas de calagem, a fosfatagem a adubação de manutenção, a incorporação de matéria orgânica, são imprescindíveis para elevar a fertilidade do solo. O leitor deve ter em mãos o manual de recomendação de calagem e adubação para seu Estado, a fim de interpretar os valores encontrados na análise com os valores apontados pela pesquisa oficial para cada cultura. Sem estes dados da pesquisa no campo ficaria difícil para a assistência técnica indicar um plano de recuperação da fertilidade do solo.

LEIA, TAMBÉM, A CONTINUAÇÃO DESTA PUBLICAÇÃO
Como interpretar a análise de solo - Parte 2 - Calagem
Como interpretar a análise do solo - Parte 3 - Recomendação de adubação

TERÇA-FEIRA, 3 DE JULHO DE 2018

Cálculo de Adubação em g/metro linear

No processo de recomendação de adubação, a tônica é utilizar a unidade de superfície kg/ha. Mas muitas vezes, como acontece na olericultura ou em jardins, o objetivo é conhecer a quantidade por metro quadrado (m²). Neste caso, o cálculo é simplesmente dividir a quantidade por 10 para se obter a quantidade em g/m².
Por exemplo: 500 kg/ha divididos por 10  = 50 g/m².
A expressão g/m² é aplicada em sistemas encanteirados, pois a adubação é feita somente na área superficial dos canteiros.

Entretanto, é comum a recomendação em sulcos, Neste caso, transforma-se a adubação kg/ha em g/metro linear (g m/linear).A fórmula utilizada é:

g/m linear de sulco = (Q x E)/10


Onde Q = quantidade de adubo em kg/ha;
E = espaçamento em metros (m).
Por exemplo: uma recomendação de 350 kg/ha e um espaçamento entre sulcos de 45 cm.
Ora, 45 cm = 0,45 m.
g/m linear de sulco = (350 x 0,45)/10
g/m linear de sulco = (157,5)/10
g/m linear de sulco = 15,75 g/m linear
Num sulco de 100 m:
15,75g x 100 = 1575g ou 1,575kg.

NOTA: lembre-se de transformar o espaçamento na unidade metro.

Leia também " cálculo da quantidade de adubo por sulco e cova " Clique aqui

Os Fosfatos perante à Legislação Brasileira

SEGUNDA-FEIRA, 18 DE MAIO DE 2009

Os Fosfatos perante à Legislação Brasileira

A Legislação Brasileira determina que a garantia do fósforo deve ser avaliada nos seguintes extratores químicos:
• Fosfatos Acidulados e parcialmente Acidulados – Citrato neutro de amônio (CNA) + água, e os teores solúveis em água e total para os parcialmente acidulados quando comercializados isoladamente;
• Misturas que contenham fosfatos acidulados ou parcialmente acidulados – citrato neutro de amônio (CNA) + água e facultativo o teor solúvel em água;
• Fosfato Naturais, Fosfatos Naturais Reativos, Escórias, Termofosfatos e Farinha de Ossos – o teor total de fósforo e o teor solúvel em ácido cítrico a 2% relação 1:100; No caso dos Fosfatos Naturais Reativos pode ser indicada o teor de fósforo solúvel em ácido fórmico a 2% relação 1:100 desde que o teor de fósforo solúvel encontrado neste extrator (ácido fórmico) seja igual ou maior que 55% do fósforo total do produto.
• Misturas que contenham fosfato natural, fosfato natural reativo, escórias efarinha de ossos - teor total de fósforo somente em misturas de natureza física pó ou farelada; fósforo solúvel em ácido cítrico 2% na relação 1:100 e teor de fósforo solúvel em água ou informação de que o fósforo é insolúvel em água;
• Misturas que contenham termofosfatos – teor total somente quando em misturas de natureza física pó ou farelada; teor solúvel de fósforo em ácido cítrico a 2% relação 1:100 ou teor de fósforo solúvel em citrato neutro de amônio (CNA) + água.
O fósforo é avaliado na forma de P2O5. No caso do ácido cítrico a 2%, a relação 1:100, quer dizer 1 gramo de produto para 100 ml de ácido. Um avanço da Legislação de Fertilizantes foi permitir a indicação da solubilidade em ácido fórmico 2% 1:100 para os fosfatos naturais reativos. Isto era uma antiga aspiração dos que defendiam os fosfatos naturais reativos.

O mercado comum europeu utiliza o ácido fórmico há anos pois dizem que é o único extrator para diferenciar os fosfatos naturais reativos dos fosfatos de baixa reatividade desde que 55% do seu fósforo total seja solúvel no ácido fórmico 2% 1:100. E estão corretos pois pesquisas realizadas no Brasil confirmam este fato, como vejamos: dos fosfatos naturais, na ilustração acima, o único que poderia ser comercializado no Mercado Comum Europeu seria o fosfato natural de Gafsa – pois no teste realizado por Catani e Nascimento, 94,6% do fósforo total do Gafsa é solúvel no ácido fórmico 2% 1:100. Os fosfatos naturais brasileiros são de baixa reatividade e não servem para aplicação direta na agricultura mas podem ser utilizados pelas indústrias onde sofrerão tratamentos químicos que os tornarão solúveis em água.

Como Calcular kg/ha de Adubo para Elevar o P do Solo?

SEGUNDA-FEIRA, 4 DE MAIO DE 2009

Como Calcular kg/ha de Adubo para Elevar o P do Solo?

O solo apresenta um teor de fósforo (P) de 4 mg/dm³ e queremos elevar este nível para 12 mg/dm³, através de uma adubação corretiva de fósforo utilizando um fertilizante fosfatado, o superfosfato triplo que apresenta uma garantia mínima (pela legislação Brasileira de Fertilizantes) de 41% de P2O5. Qual a dose deste fertilizante a ser aplicada por hectare ?

Sabemos que as plantas aproveitam, em média, 15 a 25% do fósforo aplicado no solo. O restante é fixado dependendo de cada tipo de solo, cultura e manejo. Vamos usar uma média de 20% de fósforo assimilável pela planta.
Se queremos elevar o teor de fósforo do solo para 12 mg/dm3, existe um déficit de 8 mg/dm³ (12-4).

1º Passo:
Sabemos que kg/ha = mg/dm³ x 2
Então, 8 mg/dm³ de P x 2 = 16 kg de P/ha.

2º Passo:
Transformar P em P2O5.
Usemos os pesos atômicos de cada elemento: (arredondando)
P2O5 = (31 x 2) + (16 x 5) = 62 + 80 = 142

Em 142 kg P2O5 temos ..... 62 P
................X ........................ 1 P
X = 1 x 142 / 62 = 2,29


Portanto P x 2,29 =P2O5

Logo, 16 x 2,29 = 36,66 kg/ha de P2O5
As necessidades para elevar de 4 para 12 mg/dm³ de P são de 36,66 kg/ha de P2O5
Como 20% do P2O5 é aproveitado, a necessidade real será:

36,66 kg P2O5....... 20%
........X ..................100%
X = 100 x 36,66 / 20 = 183,3 kg/ha de P2O5
Para que a planta assimile os 36,66 kg/ha de P2O5 são necessários colocar no solo 183,3 kg/ha de P2O5.
100 kg Superfosfato triplo ......... 41 kg de P2O5
..............X .................................. 183,3 kg P2O5

X = 183,3 x 100 / 41 = 447 kg/ha de superfosfato triplo

O Fósforo no Solo e a Solubilidade dos Fosfatos

TERÇA-FEIRA, 17 DE NOVEMBRO DE 2009

O Fósforo no Solo e a Solubilidade dos Fosfatos

O fósforo, no solo, encontra-se na fase sólida – orgânica e inorgânica, e na fase líquida – solução do solo. Nesta solução ele está presente como ânions H2PO4 e HPO4 e sua concentração é menor que 0,01 mg/dm³. Esta é apenas uma pequena fração do fósforo total, e é a forma solúvel que as plantas absorvem. A absorção do fósforo pelas plantas se verifica sob a forma de ânions encontrados na solução do solo: o ânion H2PO4 predomina em solos ácidos e é chamado de ortofosfato primário; o ânion HPO4 em solos alcalinos e é chamado de ortofosfato secundário.
Tem sido adotada a expressão elementar de P para indicar os teores de fósforo ao invés de indicar o óxido P2O5. As plantas não utilizam nem o elemento puro e nem a forma de óxido (P2O5). É mais uma diferença acadêmica do que prática. Usam-se conversões como:
P2O5 x 0,437 = P
P x 2,29 = P2O5
Na dissociação, há formação de H+ que ocasiona um abaixamento do pH ao redor do grânulo de adubo.Nos fertilizantes, o fósforo precisa combinar-se com hidrogênio, cálcio, oxigênio e outros elementos, porque as plantas não podem usá-lo, como os demais nutrientes, na sua forma elementar ou pura: na forma elementar, o fósforo queima-se quando em contato com o ar; o nitrogênio é um gás inerte, sem cor; o potássio se queima quando em contato com a água.
O teor de P2O5 em um fertilizante é expresso em porcentagem (%); é considerado prontamente disponível para as plantas em crescimento. Ele tem sido utilizado tradicionalmente para expressar o fósforo disponível. É chamado, também, óxido de fósforo, ou pentóxido de fósforo, ou anidrido fosfórico. Na realidade, o P2O5 nunca é encontrado como tal nos fertilizantes, mas o teor de fósforo contido neles tem sido expresso em P2O5%. É mais do ponto de vista histórico, tradição. Em ácidos onde não se verifica a presença de molécula de água ou, pelo contrário, se tem a presença de mais de uma molécula de água, ocorre o seguinte: 2 x H3PO4 = H6P2O8
3 x H2O     = H6O3
H6P2O8 - H6O3 =  P2O5
No material de origem do solo, o P encontra-se na forma mineral, em maior parte, como fosfato de cálcio. Pela ação do intemperismo e de outros fatores que atuam na formação do solo, o fósforo é liberado para a solução do solo. Parte do fósforo é “adsorvida” pelos minerais secundários, e parte é “absorvida” e incorporada pelos microorganismos do solo; isto faz com que aumente a proporção de fósforo orgânico. Apesar do fósforo total do solo ser muito grande, apenas uma parte dele está em equilíbrio com o fósforo da solução do solo, e pode ser utilizada pelas plantas durante o seu desenvolvimento. Esta fração de P total é chamada “lábil” e é avaliada através de extratores na análise do solo.
Os solos são deficientes em fósforo devido ao processo de fixação; as plantas precisam de fósforo para produzir grãos e frutos; a exportação de P pelos vegetais é grande, correspondendo até 0,5% da massa seca.
Na maior parte dos solos, a solução do solo é muito baixa em concentração de nutrientes. Entretanto nesta solução fraca passam bilhões de íons por meio de complexos de troca e processos de difusão, com a finalidade de prover as raízes das plantas e a partir delas as folhas, grãos e frutos. Porém, muitos fatores afetam estes processos: disponibilidade de água; suprimento de oxigênio; atividade microbiana; temperatura do solo; e concentração de nutrientes.
O suprimento de oxigênio é um fator muito crítico, pois faltando o oxigênio a produção de energia pelas raízes é comprometida, e, com isto, a absorção de nutrientes é limitada. É o caso dos solos inundados ou com má drenagem.
Quanto à temperatura, solos frios reduzem o processo de absorção porque a produção de energia respiratória é prejudicada. Nestas condições ocorrem deficiências de fósforo e zinco.
A rocha fosfatada é a principal fonte de fósforo: são os fosfatos naturais. Estes podem ser ígneos ou sedimentares. Os ígneos, de origem vulcânica, são de baixa eficiência agronômica; sua reatividade, no solo, é quase zero; são de baixa solubilidade nos extratores ácidos fórmico e cítrico; são insolúveis em água. As rochas sedimentares, por sua vez, formadas por depósitos de animais marinhos, são brandas, estrutura frágil, com maior substituição isomórfica; são mais reativas, pois sua solubilidade em extratores ácidos é maior, apesar de serem insolúveis em água; sua eficiência agronômica é mais alta.
Na minha opinião, considero fosfatos naturais reativos para aplicação direta na agricultura: quando forem de origem sedimentar com alta brandura; apresentarem alto teor de fósforo solúvel no ácido fórmico 2% relação 1:100; terem mais de 55% do fósforo total solúvel no ácido fórmico 2% 1:100; aplicados em pó ou submetidos a uma granulação soft que os permitam, em contato com a umidade do solo, voltarem rapidamente à forma de pó.
Para que haja aproveitamento do P pelas plantas é preciso que ocorra a dissolução da apatita: Ca10(PO4)6 + H = Ca + HPO4
Então, a eficiência do fosfato natural será maior em solos ácidos, onde o Al não seja limitante, e em solos com P e Ca baixos. Em solos com alto teor de Ca e pH maior que 5,5 esta eficiência agronômica cairá porque a reação de dissolução não encontrará condições favoráveis. Por causa disto, a indústria de fertilizantes utiliza ácidos para romper a estrutura cristalina dos fosfatos naturais pouco reativos com a finalidade de aumentar a sua eficiência agronômica.
Nos fosfatos parcialmente acidulados, oriundos do tratamento da rocha fosfatada com uma menor quantidade de ácido sulfúrico, uma parte do fósforo torna-se solúvel em água e a outra continua insolúvel em água. A Legislação de Fertilizantes, no caso dos fosfatos parcialmente acidulados, obriga garantir o teor de P2O5 solúvel em citrato neutro de amônio (CNA) + água. Os teores de P2Osolúvel em água e total somente quando são vendidos isoladamente. Nestes fosfatos, tem-se uma liberação imediata do fósforo (vindo da solubilização) e a outra parte permanece insolúvel.
O fósforo solúvel em água reage instantaneamente no solo liberando grandes quantidade de fósforo que são adsorvidos aos colóides do solo. O fornecimento de P às plantas dependerá da reatividade do fósforo e da capacidade do solo de fixá-lo. Por isto os fosfatos devem ser aplicados no momento da semeadura, pois a ligação com os colóides do solo torna-se muito forte com o passar do tempo; além disto, os fosfatos devem ser aplicados em grânulos e na linha de semeadura para diminuir a área de contato com os colóides inorgânicos e tornar menor a adsorção.
E os fosfatos naturais reativos quando aplicados diretamente no solo? Os fosfatos naturais reativos (falo somente em reativos), pelo contrário, devem aumentar a área de contato com os colóides do solo e devem ser aplicados a lanço e incorporados ao solo.
Lembre-se! Só haverá liberação de P : quando o solo fornecer H para a reação; quando o P e Ca da solução, que foram liberados pela dissolução, sejam consumidos.

O Fósforo no Solo e a Solubilidade dos Fosfatos

TERÇA-FEIRA, 17 DE NOVEMBRO DE 2009

O Fósforo no Solo e a Solubilidade dos Fosfatos

O fósforo, no solo, encontra-se na fase sólida – orgânica e inorgânica, e na fase líquida – solução do solo. Nesta solução ele está presente como ânions H2PO4 e HPO4 e sua concentração é menor que 0,01 mg/dm³. Esta é apenas uma pequena fração do fósforo total, e é a forma solúvel que as plantas absorvem. A absorção do fósforo pelas plantas se verifica sob a forma de ânions encontrados na solução do solo: o ânion H2PO4 predomina em solos ácidos e é chamado de ortofosfato primário; o ânion HPO4 em solos alcalinos e é chamado de ortofosfato secundário.
Tem sido adotada a expressão elementar de P para indicar os teores de fósforo ao invés de indicar o óxido P2O5. As plantas não utilizam nem o elemento puro e nem a forma de óxido (P2O5). É mais uma diferença acadêmica do que prática. Usam-se conversões como:
P2O5 x 0,437 = P
P x 2,29 = P2O5
Na dissociação, há formação de H+ que ocasiona um abaixamento do pH ao redor do grânulo de adubo.Nos fertilizantes, o fósforo precisa combinar-se com hidrogênio, cálcio, oxigênio e outros elementos, porque as plantas não podem usá-lo, como os demais nutrientes, na sua forma elementar ou pura: na forma elementar, o fósforo queima-se quando em contato com o ar; o nitrogênio é um gás inerte, sem cor; o potássio se queima quando em contato com a água.
O teor de P2O5 em um fertilizante é expresso em porcentagem (%); é considerado prontamente disponível para as plantas em crescimento. Ele tem sido utilizado tradicionalmente para expressar o fósforo disponível. É chamado, também, óxido de fósforo, ou pentóxido de fósforo, ou anidrido fosfórico. Na realidade, o P2O5 nunca é encontrado como tal nos fertilizantes, mas o teor de fósforo contido neles tem sido expresso em P2O5%. É mais do ponto de vista histórico, tradição. Em ácidos onde não se verifica a presença de molécula de água ou, pelo contrário, se tem a presença de mais de uma molécula de água, ocorre o seguinte: 2 x H3PO4 = H6P2O8
3 x H2O     = H6O3
H6P2O8 - H6O3 =  P2O5
No material de origem do solo, o P encontra-se na forma mineral, em maior parte, como fosfato de cálcio. Pela ação do intemperismo e de outros fatores que atuam na formação do solo, o fósforo é liberado para a solução do solo. Parte do fósforo é “adsorvida” pelos minerais secundários, e parte é “absorvida” e incorporada pelos microorganismos do solo; isto faz com que aumente a proporção de fósforo orgânico. Apesar do fósforo total do solo ser muito grande, apenas uma parte dele está em equilíbrio com o fósforo da solução do solo, e pode ser utilizada pelas plantas durante o seu desenvolvimento. Esta fração de P total é chamada “lábil” e é avaliada através de extratores na análise do solo.
Os solos são deficientes em fósforo devido ao processo de fixação; as plantas precisam de fósforo para produzir grãos e frutos; a exportação de P pelos vegetais é grande, correspondendo até 0,5% da massa seca.
Na maior parte dos solos, a solução do solo é muito baixa em concentração de nutrientes. Entretanto nesta solução fraca passam bilhões de íons por meio de complexos de troca e processos de difusão, com a finalidade de prover as raízes das plantas e a partir delas as folhas, grãos e frutos. Porém, muitos fatores afetam estes processos: disponibilidade de água; suprimento de oxigênio; atividade microbiana; temperatura do solo; e concentração de nutrientes.
O suprimento de oxigênio é um fator muito crítico, pois faltando o oxigênio a produção de energia pelas raízes é comprometida, e, com isto, a absorção de nutrientes é limitada. É o caso dos solos inundados ou com má drenagem.
Quanto à temperatura, solos frios reduzem o processo de absorção porque a produção de energia respiratória é prejudicada. Nestas condições ocorrem deficiências de fósforo e zinco.
A rocha fosfatada é a principal fonte de fósforo: são os fosfatos naturais. Estes podem ser ígneos ou sedimentares. Os ígneos, de origem vulcânica, são de baixa eficiência agronômica; sua reatividade, no solo, é quase zero; são de baixa solubilidade nos extratores ácidos fórmico e cítrico; são insolúveis em água. As rochas sedimentares, por sua vez, formadas por depósitos de animais marinhos, são brandas, estrutura frágil, com maior substituição isomórfica; são mais reativas, pois sua solubilidade em extratores ácidos é maior, apesar de serem insolúveis em água; sua eficiência agronômica é mais alta.
Na minha opinião, considero fosfatos naturais reativos para aplicação direta na agricultura: quando forem de origem sedimentar com alta brandura; apresentarem alto teor de fósforo solúvel no ácido fórmico 2% relação 1:100; terem mais de 55% do fósforo total solúvel no ácido fórmico 2% 1:100; aplicados em pó ou submetidos a uma granulação soft que os permitam, em contato com a umidade do solo, voltarem rapidamente à forma de pó.
Para que haja aproveitamento do P pelas plantas é preciso que ocorra a dissolução da apatita: Ca10(PO4)6 + H = Ca + HPO4
Então, a eficiência do fosfato natural será maior em solos ácidos, onde o Al não seja limitante, e em solos com P e Ca baixos. Em solos com alto teor de Ca e pH maior que 5,5 esta eficiência agronômica cairá porque a reação de dissolução não encontrará condições favoráveis. Por causa disto, a indústria de fertilizantes utiliza ácidos para romper a estrutura cristalina dos fosfatos naturais pouco reativos com a finalidade de aumentar a sua eficiência agronômica.
Nos fosfatos parcialmente acidulados, oriundos do tratamento da rocha fosfatada com uma menor quantidade de ácido sulfúrico, uma parte do fósforo torna-se solúvel em água e a outra continua insolúvel em água. A Legislação de Fertilizantes, no caso dos fosfatos parcialmente acidulados, obriga garantir o teor de P2O5 solúvel em citrato neutro de amônio (CNA) + água. Os teores de P2Osolúvel em água e total somente quando são vendidos isoladamente. Nestes fosfatos, tem-se uma liberação imediata do fósforo (vindo da solubilização) e a outra parte permanece insolúvel.
O fósforo solúvel em água reage instantaneamente no solo liberando grandes quantidade de fósforo que são adsorvidos aos colóides do solo. O fornecimento de P às plantas dependerá da reatividade do fósforo e da capacidade do solo de fixá-lo. Por isto os fosfatos devem ser aplicados no momento da semeadura, pois a ligação com os colóides do solo torna-se muito forte com o passar do tempo; além disto, os fosfatos devem ser aplicados em grânulos e na linha de semeadura para diminuir a área de contato com os colóides inorgânicos e tornar menor a adsorção.
E os fosfatos naturais reativos quando aplicados diretamente no solo? Os fosfatos naturais reativos (falo somente em reativos), pelo contrário, devem aumentar a área de contato com os colóides do solo e devem ser aplicados a lanço e incorporados ao solo.
Lembre-se! Só haverá liberação de P : quando o solo fornecer H para a reação; quando o P e Ca da solução, que foram liberados pela dissolução, sejam consumidos.

O Ciclo dos Fosfatos Naturais

TERÇA-FEIRA, 5 DE MAIO DE 2009

O Ciclo dos Fosfatos Naturais

Os fosfatos naturais reativos, sedimentares, amorfos e micropulverizados podem ser aplicados diretamente no solo pois apresentam uma eficiência agronômica muito boa. Para ser um fosfato reativo deve ter no mínimo 55% do seu fósforo total solúvel no ácido fórmico 2% relação 1:100.
No solo, os fosfatos naturais reativos apresentam o seguinte ciclo:

  1. o fósforo (P) do fosfato natural reativo encontra-se na forma tricálcica é solubilizado de modo imediato, progressivo e constante, permitindo às plantas uma disponibilidade permanente de fósforo nas quantidades necessárias e durante todo o ciclo da planta. Nos fosfatos acidulados ou solúveis em água (supersimples e supertriplo) a disponibilidade do fósforo é total e por um curto período. Em 1989, o departamento químico da extinta Companhia Riograndense de Adubos - CRA, sob a liderança do Eng° Químico F. Mottola realizou um teste com o HIPERFOSFATO (fosfato natural de alta reatividade, importado da África do Norte - GAFSA) tratando um gramo do produto com ácido cítrico a 2% 1:300 e a quantidade de fósforo extraída foi 12%. Trataram novamente o resíduo com o mesmo extrator e, novamente, obteram 12% e assim sucessivamente. Com os fosfatos naturais brasileiros obteram na 1a. extração 6 -7% e nas seguintes praticamente nada de fósforo. Nos fosfatos naturais reativos a solubilidade, no solo, é realizadapela acidez livre do solo (H+); ação dos ácidos orgânicos sintetizados pelos microorganismos na mineralização da matéria orgânica; pelas secreções ácidas das raízes. Nas pontas das raízes exite sempre uma zona ácida que provoca a solubilização do fósforo do fosfato natural reativo; ação do CO2 do ar do solo; quando sofrem um rigoroso processo de moagem ou seja, moídos a um grau elevado de finura e devido a sua natureza branda, os fosfatos naturais altamente reativos não tem similar; Ocorre, também, o processo de fixação, mas bem menor que àquele sofrido pelos fosfatos solúveis em água, pois as quantidades disponíveis de fósforo são bem menores durante um mesmo período. A solubilização dos fosfatos naturais altamente reativos é constante;
  2. parte do fósforo disponível é absorvida pelas plantas e outra pelos microorganismos (fósforo imobilizado);
  3. a pequena parte do fósforo fixado voltará a tornar-se disponível pela ação dos ácidos orgânicos do solo, pela acidez livre (H+), pelas secreções ácidas das raízes e pelo CO2 do ar do solo;
  4. o fósforo imobilizado pode tornar-se novamente disponível pela mineralização da matéria orgânica.
Compare os ciclos dos fosfatos acidulados (texto já postado) com este dos fosfatos naturais reativos. Quando indico fosfatos naturais para serem aplicados diretamente na agricultura refiro-me aos REATIVOS.

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