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Histórico da dívida externa no Brasil

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RIO - Confira a seguir a linha do tempo do endividamento do país e de sua recente caminhada para conseguir se tornar credor da dívida externa, notícia divulgada pelo Banco Central (BC) neste início de 2008.
1824: O Brasil, como nação, já nasceu com dívidas. O Imperador Pedro I pediu empréstimo externo para cobrir dívidas da colônia.
1829: Ainda na época do Império, houve a primeira renegociação da dívida externa brasileira, que foi chamado de empréstimo ruinoso, para pagar débitos vencidos.
1858: Da independência até o fim da Monarquia, o Brasil contraiu 17 empréstimos em bancos ingleses, para quitar débitos antigos.
1864-70: A Guerra do Paraguai trouxe mais dívidas para o país. De novo com a Inglaterra, que forneceu os navios e os empréstimos para bancar o conflito.
1898: O governo Campos Sales faz a primeira renegociação da dívida da República, reunindo num só crédito todos os empréstimos a vencer.
1931: A primeira moratória brasileira foi anunciada na capa do "New York Times".
1937: O Estado Novo de Getúlio Vargas suspendeu o pagamento dos serviços de todos os empréstimos por três anos.
1959: Juscelino Kubitschek rompeu com o Fundo Monetário Internacional (FMI), ficando fora do circuito financeiro mundial. O Fundo não aceitava os níveis da inflação brasileira.
1973 a 1980: O governo militar sustentou o milagre econômico tomando empréstimos abundantes. Com a crise do petróleo, a dívida externa disparou, para cobrir o rombo na balança comercial. O país importava 85% do petróleo que consumia.
1983: Com as reservas negativas, o governo informa aos credores que passará a pagar apenas os juros: não mais o principal de sua dívida externa.
1984 a 85: Durante esse período, o Brasil assinou vários acordos com o FMI, mas nunca cumpriu as metas fixadas nas cartas de intenção. O termo waiver (perdão) ficou conhecido no noticiário econômico. Nessa época, a fama do fundo entre os brasileiros piorou muito, diante das exigência do organismo para se renegociar a dívida, que arrochava a economia.
1987: O governo Sarney interrompe unilateralmente o pagamento dos juros da dívida, mantendo só o principal (US$ 2 bilhões).
1998: Com a âncora cambial e a abertura econômica, as importações elevam o déficit comercial. Somado ao déficit das contas públicas e à crise da Ásia, o Brasil recorre de novo ao FMI, e assume o compromisso de ajuste externo, aumentando exportações.
2002: Foi a última vez que o país recorreu ao FMI. Com a cotação do dólar avançando fortemente, o Brasil foi obrigado a pedir uma ajuda de US$ 15,5 bilhões ao fundo, diante das baixas reservas do país. O ministro da Fazenda, Pedro Malan, que foi negociador da dívida em outros governos, foi o último ministro a ir ao FMI.
2005: O Brasil paga antecipadamente o empréstimo de US$ 15,5 bilhões, que venceria em 2006 e 2007. Com isso, o país economizou US$ 900 milhões de juros.
2006: O país resgata US$ 20 bilhões em títulos da dívida externa, inclusive, os bradies, papéis emitidos quando Brasil saiu da moratória em 1990.
09/03/10 - 23h13 - Atualizado em 10/03/10 - 14h31

Lula diz que greve de fome não pode ser pretexto para libertar presos

Declaração foi dada em entrevista nesta terça à agência Associated Press.
Presidente comparou a situação de presos em Cuba aos do Brasil.
Do G1, com informações da Associated Press
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Ampliar FotoFoto: Eraldo Peres/AP

O presidente Lula, durante entrevista à Agência Associated Press, em Brasília, na manhã desta terça-feira, 9 (Foto: Eraldo Peres/AP)

Em entrevista à agência de notícias Associated Press nesta terça-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou a situação dos presos políticos em Cuba com a de presos comuns do Brasil.

Lula declarou que a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto para libertar pessoas em nome dos direitos humanos. O presidente pediu ainda respeito às determinações da Justiça cubana com relação à prisão dos dissidentes que se declaram em greve de fome.

"Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano de deter pessoas em razão da legislação de Cuba, como quero que respeitem o Brasil", disse Lula, na entrevista à Associated Press, em Brasília.

A última visita de Lula a Cuba, no mês passado, começou um dia depois da morte do dissidente Orlando Zapata Tamayo, que estava em greve de fome.

A declaração desta terça-feira de Lula coincide com a divulgação, em Havana, de um novo pedido para que ele interceda em favor dos dissidentes e ajude a acabar com a greve de fome de outro cubano, Gilhermo Farinas.

Farinas está em greve de fome desde 24 de fevereiro, na cidade de Santa Clara.


O Palácio do Planalto afirmou que não recebeu a carta dos dissidentes.

Na entrevista à AP, Lula questionou o método usado por presos políticos cubanos que deixam de comer para pressionar pela liberdade.

"Acredito que a greve de fome não pode ser usada como um pretexto de direitos humanos para libertar as pessoas. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem a liberdade", disse.

Lula lembrou que ele mesmo, quando era líder sindical e fazia oposição à ditadura militar que governou o Brasil de 1964 a 1985, fez greve de fome. O presidente classificou a prática como "uma insanidade".

"Gostaria que (a detenção de presos políticos) não acontecesse. Mas não posso questionar as razões pelas quais Cuba os deteve, como também não quero que Cuba questione as razões pelas quais há pessoas presas no Brasil", disse.


"Lula declarou que a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto para libertar pessoas em nome dos direitos humanos. O presidente pediu ainda respeito às determinações da Justiça cubana com relação à prisão dos dissidentes que se declaram em greve de fome. "

"Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano de deter pessoas em razão da legislação de Cuba, como quero que respeitem o Brasil", disse Lula, na entrevista à Associated Press, em Brasília.

A última visita de Lula a Cuba, no mês passado, começou um dia depois da morte do dissidente Orlando Zapata Tamayo, que estava em greve de fome.

Ferrugem asiática: o pesadelo do produtor de soja

Ayrton Neto fala sobre o panorama atual da doença e os cuidados para a próxima safra
Portal DBO - 15/08/2018
A cultura da soja foi responsável por estar presente em 57% da área destinada a produção de grãos no país, totalizando 35,1 milhões de hectares cultivados na safra 2017/18, constituindo-se como a mais importante cultura para a agricultura brasileira (CONAB, 2018). Diante de uma área de cultivo tão extensa com uma única cultura, o controle de doenças, principalmente da ferrugem asiática da soja [Phakopsora pachyrhizi (Sydow & P. Sydow)], tem um papel fundamental na obtenção de altas produtividades.
A ferrugem asiática pode causar redução de produtividade de soja na ordem de 75% e com isso, se faz necessário o uso de vários métodos de controle no manejo da doença. Dentre estes métodos está a adoção de vazio sanitário, calendarização de semeadura da cultura, semeadura de variedades cada vez mais precoces já na primeira época de plantio permitido, uso de variedades com genes de resistência, além do controle químico.
Na safra 2017/18, a semeadura da soja teve um pequeno atraso em algumas regiões devido a falta de chuvas, mas a grande maioria das áreas foi semeada até final de novembro, o que proporcionou um “escape” do período onde há maior severidade de ferrugem asiática.
Nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Minas Gerais a primeira ocorrência de P. pachyrhizi em lavoura comercial foi constatada já no mês de novembro, de acordo com Consórcio Antiferrugem, o que levou a produtores e consultores a ficarem preocupados. No entanto a evolução da doença foi bastante lenta, em relação ao que já foi observado em safras anteriores.
Para os estados do Centro-Oeste, Nordeste e Norte do Brasil a ferrugem asiática teve suas primeiras constatações em lavouras comerciais a partir de 22 de dezembro e a evolução da severidade do patógeno também foi muito lenta, o que levou a colheita da grande maioria das áreas de soja dessas regiões sem a presença desta doença.
De acordo com levantamento feito por pesquisadores da Embrapa Soja, na safra 2017/18 somente o estado do Paraná registrou prejuízos devido ocorrência de ferrugem asiática. Fato que se atribui aos longos períodos de chuva nos meses de dezembro e janeiro, o que em casos pontuais impossibilitou a pulverização para o controle químico. Nos demais estados do Brasil não houve decréscimo de produtividade causado por esta doença.
O eficiente controle da ferrugem asiática se deu pela semeadura na época recomendada em grande parte do país, proporcionando o “escape” da doença, assim como o uso de fungicidas de modo consciente pelos agricultores, alternando diferentes ingredientes ativos durante o ciclo da cultura e, associando fungicidas multissítios nas aplicações com os de sítio específico para controle do fungo. Esta ação minimizou os riscos da seleção de populações resistentes de Phakopsora pachyrhizi aos fungicidas utilizados.
De acordo com resultados apresentados no VIII Congresso Brasileiro de Soja, a frequência de ocorrência de mutação C-I86F em populações de P. pchyrhizi, a qual confere menor sensibilidade do fungo às carboxamidas, na safra 2017/18 teve uma redução em relação à safra 2016/17. Fato que pode estar ligado principalmente à maior rotação de ingredientes ativos no programa de aplicações de fungicidas e também a associação de multissítios nas aplicações que na safra 2017/18, aumentou 27,3% em área tratada em relação à safra 2016/17. No entanto a utilização de multissítios ainda é baixa quando se busca um manejo de resistência. Apenas 28% das pulverizações para ferrugem asiática foram realizadas com associação de algum fungicida multissítio. Porém a cada safra tem ocorrido um incremento no uso desta ferramenta que traz segurança a curto e longo prazo para toda cadeia produtiva da cultura da soja no Brasil.
Os primeiros indícios de perda de sensibilidade de P. pachyrhizi a triazois foi detectada em 2007, seis anos após o início da utilização deste grupo químico em lavouras de soja para controle desta doença. Para estrobilurinas, o fungo apresentou os primeiros indícios de perda de sensibilidade em 2012, dez anos após o início da utilização comercial de ingredientes ativos pertencentes a este grupo químico. No caso de carboxamidas foram somente três anos desde o início do uso em áreas comerciais de soja até o primeiro relato de perda de sensibilidade de P. pachyrhizi.
A frequência de mutação C-I86F em populações de P. pachyrhizi ainda é baixa e há a possibilidade que, através do correto manejo de resistência para ingredientes ativos pertencentes a este grupo químico, estes possam continuar desempenhando boa eficiência no controle da doença, sendo mais uma alternativa para o produtor rural.
A ferrugem asiática da soja surpreende a cadeia produtiva a cada safra, pois são observados comportamentos diferentes do patógeno, tanto em questão de sensibilidade a fungicidas quanto período de ocorrência e evolução da mesma. Para a próxima safra de soja é muito difícil prever como será o comportamento desta doença tão danosa. Com isso recomenda-se que todo sojicultor siga a rigor recomendações do FRAC (Fungicide Resistance Action Committee) para que os riscos de perdas de produtividade por P. pachyrhizi sejam reduzidos ao máximo e para que se preserve a manutenção da eficácia dos fungicidas, uma tecnologia indispensável para o cultivo da soja no Brasil. Estas recomendações são:
– Esteja atento ao monitoramento constante das doenças da soja, especialmente a ferrugem, e realize as aplicações em intervalos adequados seguindo as recomendações do fabricante;
– Realize a aplicação dos fungicidas de forma preventiva, sempre em associação com fungicidas multissítios (Importance of multisite fungicides in managing pathogen resistance – FRAC, Junho 2018);
– Utilizar sempre misturas comerciais formadas por dois ou mais fungicidas com mecanismos de ação distintos;
– Rotacione fungicidas com diferentes mecanismos de ação (Triazóis, Estrobilurinas, Carboxamidas, Morfolinas e Multissítios);
– Não ultrapasse o número máximo de 2 (duas) aplicações de fungicidas de mecanismo de ação específico no mesmo ciclo de cultivo;
– Utilize tecnologia de aplicação adequada;
– Não plante soja “safrinha”;
– Respeite o vazio sanitário e elimine as plantas voluntárias remanescentes em lavouras e beiras de estrada (guaxas);
– Procure realizar o plantio na época recomendada, utilizando variedades de ciclo mais curto e se possível, com tolerância genética frente à doença;
– Realize a rotação de culturas.
*As opiniões expressas nos artigos não necessariamente refletem a posição do Portal DBO.

Suspensão do glifosato traz ainda mais incertezas para a safra

Herbicida é considerado essencial para a produção de grãos; decisão pode aumentar custos e reduzir produtividade
Portal DBO - 15/08/2018
A cerca de um mês do início do plantio da soja nas principais regiões produtoras do país e com a indefinição sobre o frete ainda afetando os negócios, produtores têm mais um motivo para se preocuparem. A suspensão do registro de produtos que contenham glifosato, abamectina e tiram pela Justiça Federal até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclua a reavaliação toxicológica – com prazo máximo de 31 de dezembro – pode colocar em xeque a safra de grãos brasileira.
O glifosato é largamente utilizado na soja e no milho, tanto na dessecação quanto no pós-emergência, e as alternativas são vistas como mais custosas e menos eficientes. “Sem glifosato, não tem soja nem milho. Não vemos uma possibilidade de produzir sem o herbicida”, diz Antônio Galvan, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT).
Para Dionisio Gazziero, pesquisador da Embrapa Soja, a decisão traz insegurança para a agricultura e gera retrocesso. “Vamos ter retorno de uso de grade, por exemplo, e vai afetar o plantio direto, que é uma tecnologia importante, sustentável, mas depende do uso de glifosato”. O problema, segundo o pesquisador, é que esse preparo mecânico desestrutura a parte superior do solo e facilita a erosão. “Com o tempo, cria-se o que chamamos de pé de grade, que é uma camada de compactação onde a grade trabalha, que dificulta a penetração de água no solo e, no momento da chuva, favorece o escorrimento da camada mais fértil da terra”. Além de proteger mais o solo, segundo Gazziero, o plantio direto ainda é melhor do ponto de vista ambiental, pois retém mais carbono na terra.
Apesar de existirem combinações alternativas ao glifosato, o herbicida mais vendido do mundo tem vantagens importantes, de acordo com o pesquisador: controla cerca de 150 espécies de plantas daninhas e em diferentes estágios de desenvolvimento, além de ser mais barato. “Vamos ter que ajustar os produtos antigos usados na soja convencional para substituir o glifosato em alguns casos. Mas eles têm espectro de ação muito estreito, controlam poucas espécies. Com isso, vai ter que usar mais, o que aumenta o custo e a fitointoxicação da cultura”. Gazziero ainda ressalta que quanto mais alternativas o produtor tiver, melhor, assim ele pode variar os produtos e evitar também a resistência de daninhas a moléculas, como já existem casos com o próprio glifosato.
Para Galvan, ainda há um outro problema nessa substituição. “No pós-emergência, temos outros produtos, mas não há disponibilidade suficiente no mercado para toda a safra, porque são defensivos voltados para a soja convencional, que representa 6%, 7% da produção”. Além disso, um dos produtos que pode fazer parte de combinações alternativas ao glifosato, o paraquat, também está sendo questionado pela Anvisa. A molécula chegou a ser proibida no ano passado, mas a agência reviu sua decisão e autorizou o uso até 2020.
A situação pode afetar também o rendimento das culturas. “Se não fizer controle correto, pode ter perdas de produtividade de 20% a 70% na soja, dependendo da espécie, do tamanho e da pressão de ocorrência das plantas daninhas”, diz o pesquisador da Embrapa. “Dependendo da situação, posso continuar usando método químico para controlar as plantas daninhas, mas nem sempre vou conseguir um bom resultado. E em alguns casos pode ficar tão caro ou tão complexo que fica mais fácil o agricultor meter uma grade em cima. Não quero dizer que não existem alternativas, mas o papel do glifosato no sistema de produção é muito importante. A ponto de talvez não ser possível substituí-lo em todas as situações de campo”.
“Vamos ter que voltar para 40, 50 anos atrás, deixar a terra exposta, gastar mais combustível com máquinas. O produtor não vai plantar, vamos ficar sem safra”, afirma o presidente da Aprosoja-MT.
A consultoria IEG|FNP estima que os prejuízos decorrentes da suspensão podem superar largamente R$ 10 bilhões. Esse número engloba queda de produtividade, aumento no custo de produção e perdas com a safrinha de milho, já que o retrocesso no plantio direto teria impacto negativo significativo na possibilidade de condução de uma segunda safra.
A Advocacia-Geral da União prepara ação para derrubar a suspensão, com apoio técnico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Para Galvan, se a decisão não for revertida logo, a situação começará a preocupar e poderá atrasar o plantio até que as entregas do herbicida, que estão paradas, sejam normalizadas.
O herbicida também tem sido alvo nos Estados Unidos. A Monsanto foi condenada a pagar US$ 289 milhões de indenização a DeWayne Johnson depois que a justiça norte-americana considerou que a exposição a dois herbicidas à base de glifosato (Ranger Pro e Roundup) provocou o aparecimento de um câncer em Johnson. A decisão abre precedentes para outras ações – são cerca de 5 mil em curso no país -, mas ainda cabe recurso. Na segunda-feira, 13, as ações da Bayer, que adquiriu a Monsanto recentemente, chegaram a cair 10% na bolsa de Frankfurt.
Fonte: Portal DBO.

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